14/08/2017

Semioquímico pode ser resposta para queda das abelhas

 

Um estudo publicado recentemente na Revista PLOS One acendeu o sinal de alerta na agricultura mundial: o aquecimento global e as mudanças climáticas vão provocar a queda de 13% na população de polinizadores naturais apenas no Brasil. Assinado por um time multidisciplinar de pesquisadores, o artigo “Projected climate change threatens pollinators and crop production in Brazil” aponta que a região Sudeste do País será a mais impactada.
 
“Não se trata de entender apenas como as mudanças climáticas afetarão os polinizadores, mas como elas poderão impactar diretamente as culturas polinizadas e a produção agrícola, e os efeitos econômicos disso – algo que tem uma importância social grande. Esses resultados podem ser apresentados para tomadores de decisão e produtores e a metodologia tem potencial para tornar-se uma ferramenta de políticas públicas”, afirma o professor do Núcleo de Pesquisa em Biodiversidade da Poli-USP, Antonio Saraiva.
 
De acordo com os autores, entre as espécies afetadas estudadas pelo grupo estão as abelhas sem ferrão do gênero Melipona e a Tetragonisca angustula (chamada de jataí), as espécies do gênero Bombus e Xylocopa (as mamangavas) e as abelhas do gênero Centris (abelhas de óleo). As culturas mais prejudicadas foram a acerola, urucum e maracujá (com polinização é essencial); abacate, goiaba, girassol e tomate (muito dependentes da polinização); coco, café e algodão (modestamente dependentes); feijão, tangerina e caqui (pouco dependentes). 
 
O grau de dependência do polinizador é explicado pela morfologia da flor. Algumas dependem que a abelha, por exemplo, carregue o grão de pólen de uma flor para outra. Outras culturas são polinizadas apenas com a ação de fatores naturais, como o vento. Nesse sentido, a resposta para esse declínio pode ser um semioquímico desenvolvido para “chamar” as abelhas a polinizar as espécies ameaçadas.
 
O Apis Bloom exala um cheiro característico e atrativo para abelhas (Apis mellifera) quando estão em busca de sítios propícios para o forrageamento. O sinal emitido pelo produto modifica o comportamento das abelhas, que passam a ‘entender’ que as flores mais atrativas e ricas em substâncias nutritivas (como nectar e polén) estão em torno dos pontos com aplicação do semioquímico.
 
De acordo com a fabricante, a Isca Tecnologias, o Apis Bloom não usa atrativos alimentares e é um produto específico para abelhas, não alterando o comportamento de outras espécies. O semioquímico evita a dispersão das polinizadoras para locais vizinhos, melhorando a distribuição dos insetos dentro da área aplicada e aumentando a qualidade da polinização e da frequência da visita das abelhas, bem como os índices de pegamento e qualidade de frutos.

Um estudo publicado recentemente na Revista PLOS One acendeu o sinal de alerta na agricultura mundial: o aquecimento global e as mudanças climáticas vão provocar a queda de 13% na população de polinizadores naturais apenas no Brasil. Assinado por um time multidisciplinar de pesquisadores, o artigo “Projected climate change threatens pollinators and crop production in Brazil” aponta que a região Sudeste do País será a mais impactada.

 

“Não se trata de entender apenas como as mudanças climáticas afetarão os polinizadores, mas como elas poderão impactar diretamente as culturas polinizadas e a produção agrícola, e os efeitos econômicos disso – algo que tem uma importância social grande. Esses resultados podem ser apresentados para tomadores de decisão e produtores e a metodologia tem potencial para tornar-se uma ferramenta de políticas públicas”, afirma o professor do Núcleo de Pesquisa em Biodiversidade da Poli-USP, Antonio Saraiva.

 

De acordo com os autores, entre as espécies afetadas estudadas pelo grupo estão as abelhas sem ferrão do gênero Melipona e a Tetragonisca angustula (chamada de jataí), as espécies do gênero Bombus e Xylocopa (as mamangavas) e as abelhas do gênero Centris (abelhas de óleo). As culturas mais prejudicadas foram a acerola, urucum e maracujá (com polinização é essencial); abacate, goiaba, girassol e tomate (muito dependentes da polinização); coco, café e algodão (modestamente dependentes); feijão, tangerina e caqui (pouco dependentes).

 

O grau de dependência do polinizador é explicado pela morfologia da flor. Algumas dependem que a abelha, por exemplo, carregue o grão de pólen de uma flor para outra. Outras culturas são polinizadas apenas com a ação de fatores naturais, como o vento. Nesse sentido, a resposta para esse declínio pode ser um semioquímico desenvolvido para “chamar” as abelhas a polinizar as espécies ameaçadas.

 

O Apis Bloom exala um cheiro característico e atrativo para abelhas (Apis mellifera) quando estão em busca de sítios propícios para o forrageamento. O sinal emitido pelo produto modifica o comportamento das abelhas, que passam a ‘entender’ que as flores mais atrativas e ricas em substâncias nutritivas (como nectar e polén) estão em torno dos pontos com aplicação do semioquímico.

 

De acordo com a fabricante, a Isca Tecnologias, o Apis Bloom não usa atrativos alimentares e é um produto específico para abelhas, não alterando o comportamento de outras espécies. O semioquímico evita a dispersão das polinizadoras para locais vizinhos, melhorando a distribuição dos insetos dentro da área aplicada e aumentando a qualidade da polinização e da frequência da visita das abelhas, bem como os índices de pegamento e qualidade de frutos.

 

Fonte: Leonardo Gottems - Agrolink