02/02/2017

Monitoramento de pragas começa na fase inicial das lavouras

 

01/02/2017 | Sandra Brito para a Grupo Cultivar

 

 

armadilha com atrativo Lurex da ISCA Tecnologias

Hora de plantar a segunda safra nas lavouras e também de monitorar as diferentes pragas que podem afetar o sistema de produção. Nesta época, o milho, o sorgo e o milheto são opções para o produtor de grãos, silagens e sementes.

Segundo o pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo Paulo Afonso Viana, o aumento da população de insetos, em especial das lagartas, acontece em razão do uso intensivo de culturas, associado ao clima favorável. “Inicialmente, as lavouras são atacadas por lagartas que danificam a base do colmo das plantas. Posteriormente, ocorrem as pragas de hábito aéreo, que atacam as folhas, o colmo e as espigas”, diz.

Uma das principais espécies de insetos-praga da fase inicial das lavouras de milho, sorgo e milheto é a lagarta-elasmo (Elasmopalpus lignosellus). Esta praga causa sérios prejuízos a essas culturas e a diversas outras das famílias das gramíneas e das leguminosas, principalmente quando ocorre um período de estiagem logo após a emergência das plantas.

Outras pragas que também merecem destaque, pela importância econômica dos danos que podem causar, são a larva-alfinete (Diabrotica speciosa), para o milho; a larva-arame (Conoderus spp., Melanotus spp), para o milho, o sorgo e o milheto; os corós (Diloboderus abderus, Eutheola humilis, Dyscinetus dubius, Stenocrates sp, Liogenys, sp.) e os percevejos barriga-verde(Dichelops furcatus D. melacanthus), para o milho.

Para fazer um controle mais eficaz e evitar danos econômicos, o produtor deve pensar no complexo de pragas do sistema de produção como um todo e monitorar a praga desde o início, nas diversas culturas. “Para isso é necessário conhecer o histórico da área a ser cultivada, identificando os principais problemas fitossanitários apresentados ao longo dos últimos anos”, explica o pesquisador.

O segundo passo é realizar o monitoramento populacional da praga no campo e conhecer suas principais características biológicas. “É importante ressaltar que uma identificação incorreta do inseto pode acarretar insucesso nas medidas de controle”, afirma Viana.

Uma das mais importantes ferramentas lançadas ultimamente para monitoramento das principais pragas que atingem as grandes culturas é o Lurex (fig.), um atrativo floral que libera voláteis muito atraente para os adultos de noctuideos, spodoptera, helicoverpa, heliothis, lagarta medideira. Esta ferramenta, explica Rafael Borges, agrônomo e gerente de pesquisas da ISCA Tecnologias, tem facilitado o monitoramento destas pragas por ser eficiente e muito prática. 

 

Outras pragas

Existem outras pragas iniciais de ocorrência esporádica que também podem trazer prejuízos. As principais são a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), atacando a base do colmo da planta; a lagarta-rosca (Agrotis ípsilon), secionando o colmo; os tripes (Frankliniela williamsi), raspando o limbo foliar; e os cupins de hábitos subterrâneos dos gêneros Proconitermes eSyntermes, atacando as raízes. Em determinadas condições, essas espécies podem demandarmedidas de controle antes de atingirem elevados níveis populacionais.