08/07/2016

Opas e Fiocruz vão usar iscas e armadilhas no combate ao Aedes aegypti

 

A utilização de iscas com atrativos e armadilhas no combate ao Aedes aegypti é o tema de uma parceria firmada essa semana entre a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e o Instituto Leônidas e Maria Deane – unidade técnico-científica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na Amazônia. O objetivo é fortalecer o controle do vetor de doenças como zika, dengue e chikungunya.
 
A estratégia envolve atrair com feromônios as fêmeas de Aedes aegypti e também da espécie Aedes albopictus até pequenos recipientes, que funcionam como armadilhas, impregnadas com larvicidas. Os mosquitos que pousam nesses locais, chamados “estações de disseminação”, são contaminados com micropartículas de inseticida em pó que aderem ao corpo dos insetos e são levadas por eles até os criadouros, em um raio de cerca de 400 metros.
 
“Ao se acomodarem nos criadouros para botar ovos, as fêmeas acabam liberando as partículas de inseticida na água – que se torna letal para as larvas dos mosquitos”, explica o site da ONU no Brasil.
 
A solução não é nova – já vem sendo empregada por anos na atividade agrícola, por exemplo – mas agora passa a ter sua aplicação considerada em larga escala também no controle de pragas urbanas.
 
A brasileira Isca Tecnologias é uma das empresas que já desenvolve soluções para o combate ao mosquito Aedes aegypti. Uma delas é o Vectrax, uma formulação pulverizável que atrai e mata mosquitos através da simulação do odor de néctar de plantas, e tem como alvo a mosquitos adultos de qualquer espécie. 
 
Outra tecnologia é o Splat Bac, desenhada para controlar as populações em estado larval. Trata-se de um larvicida de longa duração que pode ser aplicado preventivamente em criadouros de mosquitos. O produto atrai fêmeas grávidas para depositar seus ovos nas águas tratadas – atraindo e matando larvas e tornando os criadouros improdutivos.
 
Fonte: Agrolink