16/09/2013

Workshop em Campinas discutirá a criação de uma política fitossanitária de longo prazo para o Estado de São Paulo

 

Em 2013, a agricultura brasileira foi surpreendida por uma praga que nunca havia sido relatada no país, a Helicoverpa armigera. Não se sabe de onde ela veio e nem há quanto tem foi introduzida no Brasil mas o fato é que a “lagarta”  colocou em alerta todo o sistema brasileiro de Defesa Vegetal: de gestores dos serviços oficiais aos produtores rurais, passando pelos pesquisadores incumbidos de desenvolver novos métodos de controle, pelos responsáveis técnicos pelas prescrições e pela indústria de defensivos. Sua ampla distribuição geográfica e alta densidade populacional apontam para um cenário nada animador: probabilidade extremamente baixa de sucesso de ações de erradicação ou supressão populacional. Ou seja, o produtor rural terá que aprender a conviver com esta nova praga e recalcular seus custos de produção.

As pragas exóticas são organismos que, quando introduzidos numa nova localidade, conseguem se adaptar e passam a causar dano econômico. Usualmente, têm alta capacidade reprodutiva e de dispersão e, na ausência de inimigos naturais, proliferam rapidamente. Apesar de o Brasil possuir um sistema de vigilância internacional para evitar a entrada dessas pragas, elas vêm ingressando no país: de 1901 a 2013, pelo menos 60 espécies foram introduzidas e se tornaram pragas agrícolas, muitas das quais conhecidas pelo produtor rural há tanto tempo que já se tornaram ‘da casa’. A velocidade com que as novas introduções têm ocorrido vem aumentando de maneira exponencial, como resultado direto da globalização e da abertura de mercados. De 1994 a 2003, foram relatadas 17 novas pragas no Brasil e, de 2004 a agosto de 2013, 27. Grosso modo, isso corresponde a uma praga exótica a cada 8,2 meses na última década.

Diante deste cenário, a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) realizará um workshop no dia 25 de setembro de 2013. Serão apresentados os últimos avanços na pesquisa e manejo da Helicoverpa armigera  e serão discutidas as ações oficiais para prevenção de novas pragas. Essas ações incluem a fiscalização do trânsito, a implantação de sistemas de detecção precoce, o registro de agrotóxicos e o diagnóstico de espécies de pragas quarentenárias. “Mais do que apontar problemas ou procurar culpados, a CDA está preocupada em identificar caminhos possíveis para evitar situações semelhantes à que se instaurou com a Helicoverpa”. “A vigilância deve ser a alma do sistema de Defesa Agropecuária e avanços só serão possíveis  se tivermos uma melhor estruturação das barreiras interestaduais e internacionais e a aproximação com pesquisadores, órgãos de extensão e produtores no sentido de alcançar a rápida identificação  das pragas . O resultado do workshop contribuirá para o desenvolvimento de uma política estadual de longo prazo de defesa fitossanitária, com benefícios diretos para todo o agronegócio paulista.    

 

                                                                                                        

Atendimento à imprensa: Coordenadoria de Defesa Agropecuária/ SP

Euclides de Lima Moraes Filho – GDSV : 19.3045.3421
Ane Veronez – CFICS : 19.3045.3441
Mário Tomazela – CDSV: 14.8157.6622

 

Informações sobre inscrições:

Agropec: 31 3466 2161 ou consultoria@defesaagropecuaria.com

 

 

Agenda tentativa

 

7h30. Credenciamento

 

8h30. Abertura

 

9h. Palestra. Histórico de introdução de pragas no Brasil. Regina Sugayama (AGROPEC)

 

9h30. Palestra. Identificação e diversidade genética de populações de Helicoverpa armigera no Brasil. Thiago Mastrangelo (UNICAMP)

 

10h. Mesa-redonda: Ações oficiais de controle e prevenção
Euclides de Lima Moraes Filho (CDA) (moderador)
Érico Sedoguchi (MAPA)
Ricardo Hillman (SFA-MS) 
Luís Eduardo Pacifici Rangel (MAPA)
Luís Henrique Carvalho (IAC)

 

12h. Intervalo

 

13h15. Palestra. Controle do 'complexo de lagartas' na cultura da soja. Adeney Bueno (EMBRAPA)

 

13h45. Palestra. Manejo Integrado de Pragas nos Cultivos com Destaque para o Algodoeiro. Walter Jorge dos Santos (GBCA)

 

14h35. Distribuição geográfica potencial de Helicoverpa armigera no estado de São Paulo e perspectivas para programas de controle biológico. Maria Conceição Peres Young Pessoa (EMBRAPA)

 

15h. Palestra. Monitoramento e prevenção da resistência de pragas a métodos de controle. Mário Eidi Sato (IB)

 

15h30. Palestra. Estruturação de serviços estaduais de Proteção Fitossanitária nos EUA. Aldo Malavasi (MOSCAMED)

 

16h.  Debate e encaminhamentos. Mário Tomazela (CDA), Ronaldo Spirlandelli de Oliveira (APPA), Eduardo Daher (ANDEF)

 


Moderador: Ângelo Pallini Filho (UFV)
Relator: Marcelo Lopes da Silva (Embrapa)



Realização
: Coordenadoria de Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo

Apoio: IRAC-BR, Associação Paulista dos Produtores de Algodão, Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, Instituto Brasileiro de Algodão, Associação Nacional de Defesa Vegetal e Sociedade Brasileira de Defesa Agropecuária, Coordenadoria de Assistência Técnica Integral, Instituto Biológico, Instituto Agronômico de Campinas, Apta Regional e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Organização: Agropec



Observações:
- O Hotel Premium oferecerá almoço, no sistema de buffet e o pagamento pode ser feito individualmente em dinheiro ou cartão de crédito diretamente ao hotel.

- O Hotel Premium dispõe de estacionamento para os participantes do evento.
 

- O Hotel Premium está com uma tarifa diferenciada (R$ 302,00) para os participantes do evento. O telefone do hotel é (19) 3781-8000