05/01/2011

Chuva de granizo causa prejuízo a produtores de maçã

 

Sucessivas chuvas de granizo que ocorreram em novembro e dezembro causaram grandes prejuízos  em toda a na região produtora de maçã.

 

 

As chuvas de granizo que assolaram o Rio Grande do Sul em novembro e dezembro devem provocar uma queda de até 30% na produção de maçã dos pomares de Vacaria, Caxias do Sul, Veranópolis e Muitos Capões, segundo estimativa feita pela Agapomi. Uma única empresa do setor sofreu prejuízos avaliados em R$ 1 milhão.

 

Os municípios de Vacaria e São Marcos decretaram estado de emergência logo após a chuva, que prolongou-se por três dias consecutivos. Ambos acumularam perdas que, somadas, perfazem R$ 10,8 milhões nas lavouras atingidas. A área de plantio devastada nas duas cidades supera 1,5 milhão de hectares, sendo que os cultivos de maçã e alho estão entre os mais afetados. Em São Marcos, a média de comprometimento das lavouras ficou entre 40% e 50%.

 

Em São Joaquim, todos foram pegos de surpresa, pois “não havia sequer previsão de trovoadas, muito menos de granizo”, explicou o meteorologista Ronaldo Coutinho do Prado. As pedras caíam em forma de lascas que mediam até 4 cm cada uma, a uma velocidade de quase 70 km/h. Segundo o Engenheiro agrônomo Isao Ito, quando a maçã é atingida por uma pedra de granizo acaba ficando com um pequena mágoa que forma a cortiça e, à medida que o fruto cresce, essa cortiça se transforma numa rachadura. Além disso, a maçã atingida pelo granizo também é mais suscetível a várias doenças, sobretudo ao apodrecimento. Os produtores que fizeram seguro devem manter as maçãs atingidas no pé para que os vistoriadores possam avaliar os prejuízos, mas quem não tem seguro deve derrubar os frutos com o raleio e fazer o tratamento fitossanitário com cloreto de cálcio e também antimofo do tipo Cercobim.

 

Em Fraiburgo (SC), o granizo destelhou 70 casas no bairro São Sebastião e provocou a perda total nos pomares da localidade Linha Brasília. Os prejuízos ainda estão sendo contabilizados, mas, segundo previsão elaborada pela engenheira agrônoma Thaís Hiden, as macieiras dificilmente serão recuperadas antes de janeiro.