13/04/2016

Isca desenvolve três tecnologias para combate ao Aedes aegypti

 

A Isca tecnologias desenvolveu três novas tecnologias para o combate ao mosquito Aedes aegypti, que é vetor de doenças como Zika, Chikungunya e dengue. Além deste, os produtos oferecem o efetivo manejo e controle de outros dois vetores críticos: Culex ou Pernilongo (que transmitem o Vírus do Nilo Ocidental e a Encefalite) e o Anopheles (transmissor da Malária). Os lançamentos estão em fase de registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
 
A primeira tecnologia é o LBS, um dispositivo inteligente para detecção de insetos voadores. De acordo com a Isca, o produto é barato e extremamente preciso. Detecta, identifica e monitora a presença de mosquitos adultos em um determinado ambiente. 
 
Isso permite que os programas de controle de vetores caracterizem e quantifiquem a população de mosquitos existente na área-alvo em termos de composição de espécies e suas relativas densidades, isso tudo em tempo real. Essa informação capacita profissionais a determinar se são necessárias ações de controle, quando, grau de efetividade e quanto tempo elas são eficazes.
 
A segunda tecnologia é o Vectrax, uma formulação pulverizável que atrai e mata mosquitos através da simulação do odor de néctar de plantas, e tem como alvo a mosquitos adultos de qualquer espécie. Os mosquitos dos dois sexos buscam néctar praticamente de forma diária, e as fêmeas se alimentam várias vezes antes de picar alguém em busca de sangue. Em função disso, o Vectrax dizima a população local dos vetores antes que eles tenham oportunidade de atacar hospedeiros e transmitir doencas.
 
Uma terceira tecnologia de controle do mosquito é o SPLAT BAC, desenhada para controlar as populações em estado larval. Trata-se de um larvicida de longa duração que pode ser aplicado preventivamente em criadouros de mosquitos. O produto atrai fêmeas grávidas para depositar seus ovos nas aguas tratadas – e ai a formulação atrai e mata as larvas tornando os criadouros improdutivos.
 
De acordo com Dr. Agenor Mafra-Neto, CEO da Isca, “o efetivo uso dessas três novas tecnologias dentro de um programa integrado de controle de vetores terá uma grande chance de interromper completamente a transmissão de doenças transmitidas por mosquitos, como Zika, dengue e malaria”.
 
“Devemos fixar como nosso alvo um implacável esforço para alcançar a erradicação do Aedes aegypti em áreas amplas, em vez de simplesmente tentar somente mirar outra doença que esse mosquito transmite. Agora estamos muito ocupados lutando contra o Zika. Antes era contra a Chikungunya e a dengue. Nós precisamos fazer um esforço combinado para erradicar o Aedes, o vetor dessas doenças, até que o último mosquito seja eliminado antes que a próxima doença terrível apareça. No passado, nós fomos capazes de juntar esforços e erradicar mosquitos em grandes extensões geográficas. Nós ainda fazemos isso hoje para erradicar pragas agrícolas. Por que não fazer isso com o Aedes aegypti?”, conclui Mafra-Neto.