23/10/2013

Iscalure Armigera - feromônio para monitoramento da Helicoverpa

 

Com ISCAlure Armigera, feromônio lançado pela ISCA Tecnologias, o agricultor poderá monitorar a presença da Helicoverpa armigera e obter dados do campo para aplicar inseticidas de forma mais eficiente e segura.

 

A ISCA Tecnologias lançou o ISCAlure Armigera, feromônio específico para o monitoramento e identificação da presença de Helicoverpa armigera. O produto é um pequeno dispositivo de borracha que libera um cheiro irresistível para as mariposas desta espécie, atraindo-as para uma armadilha com um refil de cola. Com a inspeção regular da armadilha, é possível constatar se há ou não Helicoverpa na plantação.

 

As armadilhas de monitoramento possibilitam a amostragem da população do inseto, não sendo recomendadas para controle, pois a quantidade de mariposas presas na armadilha não é suficiente para suprimir possíveis danos. Através da amostragem com ISCAlure Armigera é possível planejar de forma segura estratégias de controle antes mesmo do estabelecimento da população na lavoura.

 

O uso desta armadilha também é muito útil para verificar se o manejo de pragas está sendo efetivo. A inspeção regular da armadilha permite a constatação do aumento ou da diminuição das mariposas e, consequentemente, da eficácia do método de controle utilizado. 

 

A grande vantagem no uso das armadilhas com feromônio é a capacidade específica de atração, outras armadilhas que utilizam luz ou atrativos alimentares capturam muitos outros tipos de mariposas fazendo com que o monitoramento seja bastante demorado e dependa de equipamentos como lupa e técnicos treinados por entomólogos para fazer a identificação dos insetos. "O interessante no uso desta tecnologia é que um funcionário com pouca instrução pode fazer, basta simplesmente saber contar e assim faz o serviço que antes só um doutor consegueria fazer" declara Fabio Fengler, cuja família tem longa tradição na produção de soja e este ano pela primeira vez está usando as armadilhas de monitoramento com feromônio, "o monitoramento é muito mais fácil e prático do que pano de batida ou armadilha luminosa", complementa.

 

"As mariposas do gênero Helicoverpa tem grande mobilidade e migram de uma lavoura para outra com facilidade" explica o engenheiro agrônomo Rafael Borges, Gerente de Pesquisa da ISCA Tecnologias, "são os adultos (mariposas) que irão iniciar o estabelecimento e dispersão da praga na lavoura, por isso o uso de armadilhas iscadas com feromonio são tão importantes, elas indicam o primeiro momento da entrada da praga, assim não há surpresas e é possível escolher a melhor estratégia de manejo", continua Borges.

 

Identificar o momento correto em que a Helicoverpa entra na cultura é fundamental para o sucesso do controle, é o que acreditam pesquisadores e assessorias técnicas. Há a preocupação de que a infestação de Helicoverpa nas lavouras de soja se inicie nos estágios iniciais da cultura, esta mesma condição é esperada para outras lavouras como algodão, feijão e tomate. Entidades e consultores estão alertando os produtores para o risco do uso indiscrimidado de inseticidas,  técnicas de monitoramento e principalmente o uso de feromônio são os mecanismos mais seguros e racionais para orientar a aplicação dos inseticidas. 

 

Em documento oficial divulgado recentemente  (Ações Emergências Propostas pela EMBRAPA para o Manejo Integrado de Helicoverpa spp. em Áreas Agrícolas) com caráter orientador, os pesquisadores da EMBRAPA destacam o uso de feromônio como a técnica mais indicada para o monitoramento da Helicoverpa. "Armadilhas com feromônio apresentam maior praticidade em relação a outros métodos disponíveis, pois, por serem específicas, apresentam a vantagem de responder imediatamente qual espécie de praga está ocorrendo. Outros métodos que capturam insetos indistintamente, ao contrário, demandam a necessidade de profissionais treinados para a identificação das pragas e no caso da Helicoverpa armigera, requerem o envio de amostras a um laboratório" destaca o documento elaborado pela EMBRAPA.

 

A ISCA trabalha com a síntese de feromônios e é uma das poucas empresas no mundo que se dedica exclusivamente aos semioquímicos.  A química PhD. Carmem Bernardi, chefe do laboratório de síntese da ISCA Technologies, Califórnia/USA, lembra que o foco em semioquímicos deu a ISCA a experiência que a diferencia no mercado, "...são 15 anos de foco na área de feromônios. Somos referência em inovação. Dominamos todo o processo químico, desde o planejamento de novas rotas sintéticas até a formulação do produto final. Nossa equipe é altamente qualificada, trabalhamos com ingredientes de alta pureza, buscamos os melhores métodos de síntese e analisamos todas as etapas do processo para garantir a qualidade do produto final que será usado no campo pelo produtor. ".  

 

Recentemente a ISCA lançou o NOCTOVI, um atrativo alimentar para Helicoverpa que pode ser misturado com inseticida e aplicado no campo como um atrai-e-mata. O produto é uma evolução de formulações desenvolvidas para controlar a Helicoverpa na Austrália e na África do Sul e está despertando grande interesse dos produtores de soja e algodão brasileiros. Foram lançados muitos produtos para o controle de lagartas, mas poucos para manejo de mariposas. Os testes de campo demonstraram que o NOCTOVI é muito atrativo para mariposas de Helicoverpa.

 

Além do feromônio da Helicoverpa armigera a ISCA está comercializando o ISCAlure Zea, feromônio da Helicoverpa zea. A H. zea já estava presente nos cultivos brasileiros, mas foi somente com a entrada da H. armigera que a situação se tornou emergêncial, com o ISCAlure Zea e o ISCAlure Armigera o produtor saberá qual a praga que está atacando sua lavoura. Sobre o ISCALure Zea, Leandro Mafra, diretor e gerente de marketing da ISCA, comenta que "esta é uma ferramenta muito útil, pois caso o produtor observe a presença de lagartas, ovos e mariposas de Helicoverpa e a armadilha com o feromonio para H. armigera não capture, pode ser que o problema seja H. zea e a armadilha com o feromônio ISCAlure Zea deixará claro se há ou não presença de H. zea".


 

QUEM É A ISCA

 

A ISCA Tecnologias desenvolve biopesticidas para o controle de pragas de uma forma natural, que não agride o meio ambiente. Esses produtos atraem ou repelem os insetos conforme as necessidades estratégicas do manejo de pragas e são desenvolvidos a partir da tecnologia de semioquímicos, que interferem na comunicação entre insetos e entre insetos e plantas. Essas substâncias não são tóxicas e não representam riscos ao ambiente ou à saúde humana.

Os semioquímicos são a forma mais segura de controlar pragas que a ciência conhece. Por isso, a ISCA escolheu o desafio de levar os benefícios dos semioquímicos para onde houver necessidade de controle de pragas. Esta missão motiva funcionários e parceiros, pois quanto mais sucesso a empresa alcançar, maiores serão os impactos positivos para a sociedade e para o planeta.

 

Leandro Mafra

Diretor e Gerente de Comercial

ISCA Tecnologias Ltda.

leandro@isca.com.br

(13) 9 8116 0146